LITERATURA: "O último dia do outono", Por Ana Luiza Cardoso.

Olá, pessoal!

Tudo bem com vocês?

Hoje é dia de literatura no Jovens Gays Cristãos!

Durante a semana, eu percebi uma gafe minha: não tinha falado sobre nenhum livro de temática LGBT na coluna!

Então, para virar logo essa página, hoje vou escrever sobre um dos romances lésbicos que eu mais amo nessa Terra e de uma das minhas escritoras favoritas!

Sem mais delongas. Com vocês, O último dia do outono, de Valéria Melki Busin.



Esse livro é o primeiro romance da Valéria que foi publicado pela Edições GLS, em 2001.

Quem nos conta a sua história é Fernanda, personagem principal. Ao longo da narrativa, ela nos apresenta sua trajetória de vida desde os 12 aos 19 anos, a descoberta da sua homossexualidade, a aceitação, os preconceitos sofridos por parte dos pais, o universo de multiplicidades LGBT, o amor, a amizade e muitas e muitas outras coisas.

“Fernanda é uma menina bem paulistana: faz cursinho, quer entrar na USP, tem muitos amigos. Sai bastante, aproveita a cultura da cidade e gosta de poesia. Tudo vai bem até conhecer Marisa, uma colega que a deixa confusa e perturbada.
Que sentimentos são esses que a deixam gelada por dentro? O que fazer com a vontade de beijar a amiga? Como ligar com esse amor tão inesperado?
Um delicioso romance em São Paulo nos dias de hoje.”
                                                          (BUSIN, 2001, não paginado)


Se engana quem pensa que nesse romance a mocinha lésbica morre no final. De jeito nenhum! Valéria escreve uma história de amor, linda e positiva, e vem nos mostrar que, por mais que exista preconceito e sofrimento, o amor entre iguais também pode ser feliz.

Como a Valéria mesmo me disse em entrevista,

“ A minha ideia era falar um pouquinho dessas dificuldades, mas sempre, sempre, sempre, com uma ideia de não negar que existem dificuldades, problemas, preconceitos e que isso marca profundamente a vida das pessoas. Mas também mostrando que a maneira como você olha para essa situação e como você olha para você como sujeito de direitos, faz com que você tenha a possibilidade de viver isso melhor ou pior. Então, a ideia é sempre que existe preconceito, existe dificuldade, existe problema, mas existe uma possibilidade – existe e acontece, né?! – de você ser feliz, ser o que você é. De você viver com seu amor e ser feliz.”
(Transcrição minha da entrevista)

Lindo isso, não?

Então, por hoje é só, galera. Espero que tenham gostado.

Me mandem pelo e-mail literaturajgc@gmail.com dicas de livros, histórias, comentários e a opinião de vocês. Ficarei muito feliz de responder todos com carinho.

Até a próxima semana!

Que o Senhor esteja com todos vocês!

Ana Luiza Cardoso
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